Caderno Lusitano

Quanto se gasta numa noite a dois em Portugal

Sair a dois pode custar o preço de um café ou o de um fim de semana, e a diferença raramente está na cidade. Está nas escolhas. Aqui fica uma conta honesta, do mais simples ao mais completo, para ninguém ser apanhado de surpresa quando chega a fatura.

Mesa posta com dois copos de vinho, à luz do fim de tarde

A ideia de que sair a dois é caro nasce quase sempre de uma noite mal planeada, em que se junta o restaurante mais turístico da avenida com os copos mais caros da cidade. Com um pouco de cabeça, a mesma noite fica por metade e, muitas vezes, sabe melhor.

A noite simples

Um passeio ao fim da tarde, uma imperial num miradouro e um jantar numa tasca de bairro. É a noite mais barata e, para muita gente, a melhor. Sem marisco nem vinhos de garrafa, dois jantam bem por pouco e ainda sobra para o café. O nosso guia de mesa está cheio de sítios assim, onde se come a sério sem pagar o dobro pela vista.

A noite intermédia

Aqui já entra um restaurante com nome, uma garrafa de vinho da região e uns copos depois do jantar. É o formato mais comum de um sábado à noite nas grandes cidades. O grosso da conta vai para o jantar; os copos, se se ficar pelos bares de bairro em vez das discotecas do centro, pesam pouco. É a noite que a maioria dos casais faz quando quer festejar qualquer coisa sem grande cerimónia.

A noite completa

No outro extremo está a noite com todos os extras: jantar num sítio à beira-mar, garrafa boa, copos num rooftop e, às vezes, quarto para não ter de conduzir de volta a casa. É a noite mais cara, mas também a que se guarda na memória. Vale a pena de vez em quando, sobretudo numa ocasião especial. Para quem procura companhia para uma noite assim, importa saber onde procurar com segurança; este guia sobre o que costuma custar uma noite de companhia em Portugal ajuda a perceber os valores de mercado sem rodeios.

Onde se pode poupar sem estragar a noite

Uma boa noite mede-se pela companhia e pela conversa, não pelo tamanho da conta.

Depois do jantar, a noite continua

O erro de contas mais comum não está no jantar, está no que vem a seguir. Uma garrafa de espumante numa discoteca do centro pode custar mais do que a refeição inteira. Quem quer esticar a noite sem dar cabo do orçamento faz o contrário do que a cidade sugere: troca a pista de dança por um bar de vinhos, um copo num rooftop mais tranquilo ou, simplesmente, uma última volta a pé pela cidade iluminada. Sai mais barato e, quase sempre, é mais memorável.

Há ainda a questão da estação. No verão, uma esplanada até tarde não custa quase nada e vale por si; no inverno, um jantar demorado num sítio acolhedor faz mais sentido do que andar de bar em bar à chuva. Adaptar o plano ao tempo é, muitas vezes, o que separa uma boa noite de uma noite cara e desconfortável.

Perguntas frequentes

É mais caro sair a dois em Lisboa do que no resto do país?

Um pouco, sobretudo nas zonas mais turísticas. Fora do centro, os preços aproximam-se bastante dos das outras cidades.

Como fazer uma noite especial sem gastar muito?

Concentra o orçamento numa coisa só, um bom jantar ou uns copos com vista, e simplifica o resto. Não é preciso ter tudo na mesma noite.